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ago 20 2015 Deixe um comentário BTT, Viagens

Dos Pirenéus a Santiago de Compostela – Em duas rodas pelo Caminho Francês de Santiago

IMG-20150718-WA0006Há objectivos nos quais nos focamos a 100% mas que, por diversos motivos, não conseguimos alcançar. Há outros que nunca chegam a ser verdadeiros objectivos pois não pensamos neles como projectos possíveis, deixando-os a um canto, na secção dos sonhos. No fundo, a bicigrinação pelo Caminho Francês de Santiago foi um pouco isso até há cerca de um ano quando, entre os elementos da Rota da Rolha BTT, se começou a falar no assunto com mais regularidade.

Entre as várias rotas jacobeias, o Caminho Francês é, porventura, a via mais famosa e com mais tradição a nível mundial. A sua fama proporciona algumas vantagens, principalmente ao nível das infra-estruturas necessárias ao peregrino, bem como no âmbito da preservação das marcações do Caminho – as setas amarelas, conchas, sinais, etc. Apesar de este tipo de marcações ser relativamente recente – as primeiras setas amarelas datam de 1980, por intermédio do Padre Elias, que usou restos de tinta de marcação de uma estrada, oferecidos pelos trabalhadores, para que os peregrinos não se perdessem – o acto de peregrinação até ao túmulo do apóstolo de Jesus é milenar.

Mas havia todos os motivos e mais alguns para uma certa relutância em assumir o projecto. O facto de, no mínimo, serem necessários dez dias, os custos financeiros associados, a distância, a logística necessária, a preparação física e mental, o receio de algo correr mal e estarmos longe de casa. Tudo isso tinha que ser logicamente bem ponderado para poder dar vida a um projecto desta envergadura. Porém, no outro prato da balança estavam a nossa vontade de partir à descoberta, a motivação própria de uma novidade, a força de superação e a oportunidade (talvez única) de fazer algo deste género. O certo é que este prato, embora com menos factores, foi ganhando força e sobrepôs-se a todas as dúvidas e receios e a meta de chegar a Santiago de Compostela, via Caminho Francês, foi ganhando forma.

Após o “vamos a isso!” seguiram-se vários meses de preparação física, factor essencial para poder desfrutar da viagem com menos sofrimento, bem como horas e horas de pesquisas e reunião de informação acerca do Caminho. Curiosamente, ou talvez não, à medida que ia recolhendo dados ia aumentando a vontade e a certeza de querer embarcar nesta aventura. Os relatos e as fotos espalhadas pela Internet cativavam de uma tal forma que a ansiedade aumentava de dia para dia.

Num ápice, Janeiro deu o seu lugar a Agosto e chegava a tão esperada hora de partir em direcção aos Pirenéus, ponto de partida desta grande epopeia em bicicleta.

Dia 0 » Hendaye – SJPP (+/- 85kms)

Antecipadamente comprámos bilhetes para viagem de comboio entre Coimbra e Hendaye. Como fomos obrigados a embalar as bicicletas em caixas individuais e sendo nós quatro elementos, optámos por comprar dois compartimentos com camas, visto que em cada compartimento só é permitida a presença de duas bicicletas. Para aqueles que pensem um dia fazer o Caminho Francês aconselho a compra antecipada deste bilhete, de modo a poderem usufruir de um desconto. Além de compartimentos com camas, o Sud Express também dispõe dos tradicionais lugares sentados mas, para uma viagem tão longa como esta, tornar-se-ia um martírio.

Em Coimbra esperando pelo Sud Express

Em Coimbra esperando pelo Sud Express

Acondicionando as caixas das bicicletas

Acondicionando as caixas das bicicletas

A viagem no Sud Express durou cerca de onze longas horas, que na sua grande maioria foram aproveitadas para dormir, ou pelo menos tentar.
O raiar do dia permitiu-nos admirar a paisagem. Enormes campos de cereais ladeados por montanhas iam dominando o horizonte.
Nas imediações de Burgos a chuva começou a bater nas vidraças do comboio. Embora não desejássemos a sua presença, estávamos preparados para ela.

Eram cerca das onze e meia da manhã quando finalmente colocámos os pés em território francês.
Seguiu-se um verdadeiro espectáculo de rua, ou melhor, de plataforma quando, em plena estação ferroviária de Hendaye, começámos o processo de desembalar e montar as bicicletas, perante os olhares muito curiosos de passageiros e funcionários que por ali deambulavam. Arriscar-me-ia a dizer que, durante um bom bocado, os comboios foram actores secundários naquela estação.
Entre os vários olhares que nos focavam estava uma família portuguesa com quem nos cruzámos durante a viagem e também um grupo de jovens escuteiros de S.Mamede de Infesta.
Estávamos em casa portanto.

Terminada a algazarra da montagem era imperativo rechear o estômago com algo, visto que este já reclamava há muito por um repasto. Enquanto saboreávamos uma refeição rápida, alinhámos a estratégia para o dia zero, que nos reservava uma ligação entre Hendaye e Saint-Jean-Pied-de-Port (SJPP), local onde iríamos iniciar o Caminho de Santiago.
Através das pesquisas elaboradas, sabíamos que esta ligação deveria ter uma extensão de aproximadamente 74 kms, sempre por estrada e com pouco desnível. Embora esta distância fosse a “mais popular” na Internet, nós encontrámos mais dois tracks gps, um com 75 kms e outro com 69 kms. Como todos queríamos chegar rapidamente a SJPP e porque já eram quase duas da tarde, optámos pelo trajecto mais curto. Mas em má hora o fizemos, como explicarei adiante.

Primeiro reforço em França

Primeiro reforço em França

Assim que abandonámos o centro urbano de Hendaye, a paisagem começou a pintar-se de um verde vivo, salpicada aqui e acolá pelo branco imaculado das casas. Era realmente relaxante pedalar por aquelas estradas impecáveis rodeadas por tanta natureza bem tratada. Entre uma ou outra subida chegámos a um ponto alto, que nos oferecia uma fabulosa vista para um enorme tapete verde que se estendia até ao Golfo da Biscaia.

Golfo da Biscaia ao fundo

Golfo da Biscaia ao fundo

A paisagem manteve-se inalterada até por volta do quilómetro dezasseis. Neste ponto o gps conduziu-nos até à entrada de um bosque.

Entrada no bosque

Entrada no bosque

Abrimos um pequeno portão de madeira e, torcendo o nariz, lá fomos seguindo a rota traçada. A zona era de facto lindíssima mas as subidas extremamente duras iam sucedendo-se. Eram inclinações bem complicadas, cheias de pedra e valas que só à mão e a muito custo se conseguiam superar.

A dureza das subidas

A dureza das subidas

O track do gps seguia em consonância com um percurso pedestre marcado no terreno e, durante a subida, cruzámo-nos com várias pessoas que o palmilhavam.
As certezas de que o caminho que estávamos a percorrer não seria o correcto eram maiores a cada metro que avançávamos.
Numa pequena clareira, onde um cavalo selvagem se alimentava e um pequeno potro brincava, decidimos parar e reflectir um pouco.
A neblina que começava a pairar no ar, o pico montanhoso que se apresentava diante de nós e a ausência de civilização no campo de visão levaram-nos a ter o bom senso de voltar atrás, até ao início do trilho, e seguir a estrada até à próxima povoação e aí pedir indicações.

Natureza em estado puro

Natureza em estado puro

Assim o fizemos.
Chegados a Ascain as abordagens feitas junto dos populares não resultaram numa grande ajuda. Deste modo, decidimos perguntar no posto de turismo local, onde fomos muito bem recebidos e rapidamente informados acerca do trajecto a seguir. Afinal estávamos na rota certa, o anterior desvio monte acima é que não estava nas nossas contas.

Antes de retomar a estrada, recuperámos energias e reabastecemos as reservas de água. Teríamos pela frente cerca de sessenta quilómetros até SJPP. Felizmente o trajecto foi sempre por estrada alcatroada e sem grandes desníveis, apesar da presença constante e ameaçadora de vários picos montanhosos, o que permitiu rolar a um bom ritmo e chegar a SJPP em pouco mais de três horas.

A caminho de SJPP

A caminho de SJPP

A sensação de vitória foi enorme quando, pouco depois das 20 horas, avistámos a placa indicando a chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port. Chegámos um pouco mais tarde do que expectávamos mas, ainda assim, não muito fora do horário.

Chegada a SJPP

Chegada a SJPP

Antes do merecido jantar havia ainda algumas tarefas a executar. Levantar a credencial do peregrino, encontrar o alojamento reservado e tomar um belo duche foram feitos em ritmo de contra-relógio.

Aquisição da Credencial do Peregrino

Aquisição da Credencial do Peregrino

Saint-Jean-Pied-de-Port (Donibane Garazi em Basco), é uma Comuna Francesa do século XII, com cerca de mil e quinhentos habitantes. Esta pacata localidade situada no sopé pirenaico, em pleno País Basco francês,  apresenta visíveis influências romanas. O dominante branco e vermelho das casas vive em comunhão com o silêncio do rio Nive (Errobi em Basco), que atravessa a localidade, bem como, com o ar medieval oferecido pelas muralhas da Cidadela. É notório que a agitação e movimentação nas ruas e ruelas se devem essencialmente à presença de peregrinos. O comércio local também está muito vocacionado para o Chemin de Saint-Jacques de Compostelle, que aqui tem o seu início para muitos peregrinos.

SJPP e as suas ruas empinadas

SJPP e as suas ruas empinadas

Foi um dia longo, mais duro do que esperávamos, mas o início do Caminho estava cada vez mais próximo.

Dia 1 » SJPP – Villava (+/- 64kms)

Pelas sete da manhã tocou a alvorada e o sol já queria saudar-nos. A noite francesa foi revitalizante, apesar de umas motosserras terem dominado o silêncio nocturno, e permitiu recuperar do prólogo algo turbulento do dia anterior.
Rapidamente ajustámos as bagagens, quer nas bicicletas quer nas costas, e saímos à rua. Ainda tínhamos tempo para dar mais uma vista de olhos pela povoação, já que a escuridão da noite anterior nos tinha ocultado alguns pormenores e privado de algumas fotos.

Amanhecer em SJPP

Amanhecer em SJPP

SJPP acorda cedo, acompanhando o ritmo madrugador dos imensos peregrinos que decidem iniciar a sua peregrinação nesta localidade francesa. Antes de abandonarmos a Cidadela fizemos uma breve paragem junto da Porta de Notre Dame, para visitar a igreja de Notre Dame du Bout du Pont, agora denominada de igreja da Assunção. À saída deste templo gótico, onde obtivemos o segundo carimbo na credencial do peregrino, tivemos a primeira troca de palavras com uma peregrina alemã, que iniciou a sua peregrinação na Alemanha de bicicleta e, já em França, abandonou a sua companheira de viagem para continuar o Caminho a pé.
Ao longo do Caminho iríamos perceber que este é fértil em histórias incríveis.

Porta de Notre Dame

Porta de Notre Dame

Quilómetro Zero

Quilómetro Zero

Após a troca de desejos de um bom caminho rumámos à última paragem antes de iniciar a temível mas tão ansiada subida dos Pirenéus: o pequeno-almoço. Torradas, croissant, sumo de laranja, manteiga, doce, café/café com leite seriam, deste dia em diante, uma companhia fiel pela manhã. No interior do estabelecimento onde tomámos a primeira refeição do dia encontrámos um apontamento digno de registo: uns bancos de balcão cujo assento era uma rolha gigante. Bem a condizer com o Rota da Rolha BTT!

Banco peculiar

Banco peculiar

Com o estômago confortado lá partimos rumo às primeiras, de muitas, setas amarelas.
Logo nos primeiros quilómetros surgiu-nos a primeira bifurcação do Caminho: seguir em frente, pela Route de Napolleón, o Caminho tradicional, mais longo, que se embrenha no silêncio e esplendor pirenaico, ou seguir à direita pela alternativa em estrada, com passagem por Valcarlos, até Roncesvalles. De antemão tínhamos traçado como objectivo percorrer o Caminho Francês em bicicleta, em autonomia total, sempre pelo caminho assinalado para os peregrinos, ignorando todas as alternativas mais suaves que fossem sugeridas para bicigrinos.
Devido à impossibilidade de o fazermos a pé, queríamos obter, em duas rodas, uma experiência o mais próxima possível de quem peregrina. Queríamos, com as naturais diferenças que separam os dois meios de locomoção, sentir as provações do Caminho e contemplá-lo na perspectiva do peregrino. Por isso, naturalmente optámos pelo Caminho Real, o mais complicado.

Dureza rima com beleza

Dureza rima com beleza

À medida que íamos subindo, as magnificas paisagens faziam-nos sentir pequeninos. As dificuldades oferecidas pelas rampas de forte inclinação eram distribuídas equitativamente entre os bicigrinos e os peregrinos. Ambos se moviam lenta e calmamente. As dificuldades presentes, tal como as que viriam depois, assim o exigiam.

Fortes inclinações

Fortes inclinações

Ao quilómetro cinco, em Honto, a estrada deu lugar a um caminho de terra por entre o verde pasto. Aproveitámos para, numa breve pausa, absorver toda a energia que a formidável paisagem, com SJPP lá ao fundo, nos oferecia e também para recuperar um pouco o fôlego perdido nas primeiras rampas inclinadas. O mesmo fizeram vários peregrinos.
Ao retomar a marcha reparei numa camisola pendurada numa vedação. Pensando eu que teria ficado esquecida, levei-a comigo, na esperança de encontrar o seu dono.

Primeira pausa e camisola sem dono

Primeira pausa e camisola sem dono

Conquistando os Pirenéus

Conquistando os Pirenéus

Seguiu-se cerca de um quilómetro em ziguezague até retomarmos a estrada.
Neste ponto, assisti a um dos cenários que mais me impressionou ao longo de todo o Caminho. Uma senhora, acompanhada do que supus serem quatro filhos, munida de uma mochila, puxava um enorme atrelado cheio de mantimentos e roupas. Era impressionante o sofrimento e determinação que aquela senhora transparecia. A fé move montanhas.

Continuando pela estrada chegámos a um dos pontos mais tradicionais desta primeira etapa: o Albergue e bar/restaurante de Orisson. A enorme esplanada com uma vista infinita para o vale convidavam a uma paragem para hidratar. Eram inúmeros os peregrinos ali presentes e, entre eles, vislumbrei um grupo de peregrinos que estavam no local onde encontrei a camisola. Questionei-os acerca da dita camisola mas negaram pertencer-lhes.
Ao longo do Caminho, infelizmente, foi frequente encontrar roupa e calçado deixado ao acaso por peregrinos. Poderá não ter sido o caso, mas agi de acordo com a minha consciência.

Escrevendo uma mensagem em Orisson

Escrevendo uma mensagem em Orisson

Mensagem RRBTT

Mensagem RRBTT

O Caminho prosseguiu em estrada, por entre os verdejantes montes, onde podíamos assistir ao repasto de manadas, rebanhos e cavalarias, que davam vida à paisagem.

Cavalo selvagem

Cavalo selvagem

Entre rebanhos

Entre rebanhos

Por volta dos onze quilómetros desviamo-nos do Caminho para chegar junto de uma estátua assente numa estrutura rochosa. Trata-se da imagem da Virgem de Biakorri, a protectora dos pastores.

Virgem de Biakorri

Virgem de Biakorri

Tiradas as fotos da praxe, quando nos preparávamos para retomar o Caminho, vislumbrei uma mochila no chão. Ao inspeccioná-la mais de perto percebi de que se tratava da mochila do Mota. Ao olhar em redor, vi que ele já ia bem longe. Sem alternativa possível, o Nuno colocou a mochila às costas e seguimos em perseguição ao dono fugitivo. E foi necessário