A invasão da Polônia e a Guerra de Inverno | Kid Bentinho Chamadas de ganso

Uêba - Os Melhores Links

A invasão da Polônia e a Guerra de Inverno

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão. Uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 1 º de setembro de 1939, quando aviões alemães bombardearam a cidade polonesa de Wielun, matando 1.200  pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em uma fortificação  militar na península de Westerplatte, na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começaram a mobilizar os seus exércitos, bem como preparar os civis.

Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. As forças polonesas se renderam no início de outubro, depois de perder cerca de 65 mil soldados e milhares de civis. Em novembro, as forças soviéticas invadiram a Finlândia, começando uma batalha de meses de duração chamada de Guerra de Inverno. No início de 1940, a Alemanha finalizava os planos para a invasão da Dinamarca e da Noruega. Reunidas aqui, estão imagens destes primeiros meses tumultuados e das forças aliadas se preparando para as árduas batalhas que viriam.


Vista de uma cidade polonesa a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939.


Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria que lutaram na guerra polaco-soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa, afirmando que os homens poloneses agiam como idiotas que galopavam em seus cavalos contra tanques de aço. Uma única vez os cavaleiros poloneses se encontraram com blindados alemães,e, é claro, recuaram. A história foi usada pela propaganda alemã e depois pela soviética para retratar os oficiais poloneses como despreocupados com as vidas de seus homens. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.


O correspondente da Associated Press, Alvin Steinkopf , na Cidade Livre de Danzig, na época, uma cidade-estado semi-autônoma vinculada à Polônia. Steinkopf relatava a situação tensa em Danzig  para os americanos, em 11 de Julho de 1939. A  Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing ao Terceiro Reich havia meses e parecia estar a preparar uma ação militar.  


O Primeiro-ministro  soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorri, enquanto que o Ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não-agressão com o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é o Ministro Soviético da Defesa e vice-chefe do Estado-Maior Geral,  Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto dava garantias de que as tropas de Hitler não enfrentariam nenhuma resistência dos soviéticos caso  invadissem a Polônia, levando a guerra a um passo mais perto da realidade.


Dois dias depois da Alemanha assinar o pacto de não-agressão com a URSS, a Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra uma cena de uma semana depois, em 1 º de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares da invasão da Polônia pela Alemanha, e o início da II Guerra Mundial. Nela, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein  bombardeia uma guarnição polonesa em Westerplatte, península na Cidade Livre de Danzig.  Ao mesmo tempo, a Força Aérea Alemã  e tropas terrestres  atacavam diversos outros alvos poloneses.


Soldados alemães entram Westerplatte no dia 7 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, adiando a  entrada dos alemães por sete dias.


Vista aérea de  um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939.


Dois tanques da 1ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler  atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana  e terminou com as forças alemãs capturando a maior parte oeste da Polônia.


Soldados da 1ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler, descansam em uma vala ao lado de uma estrada no caminho para Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.


Kazimiera Mika, de 10 anos,  chora sobre o corpo de sua irmã, morta por tiros de uma metralhadora alemã ao colher  batatas em um campo fora de Varsóvia, na Polônia, em setembro de 1939.


Sentinelas avançadas e patrulheiros alemães são mostrados em uma cidade polonesa que havia estado sob fogo durante a invasão nazista da Polônia, em setembro de 1939.


A infantaria alemã avança cautelosamente, nos arredores de Varsóvia, na Polônia, em 16 de setembro de 1939.


Vários prisioneiros de guerra civis, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.


O Rei Jorge VI fala à nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.


Um conflito que iria acabar com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Atuando como Pregoeiro  da Cidade de Londres, W.T Boston lê a proclamação de guerra na escada do Royal Exchange, em Londres, em 4 de setembro de 1939.


Uma multidão lê as manchetes dos jornais: "Chuva de bombas em Varsóvia", em  frente do prédio do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizavam uma conferência sobre as condições da guerra na Europa, em 1 de Setembro de 1939.


Em 17 de setembro de 1939, o porta-aviões britânico HMS Courageous foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29 e afundou em 20 minutos. O Courageous  patrulhava  ao largo da costa da Irlanda, foi monitorado por horas pelo U-29, que lançou três torpedos quando teve a chance ideal. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o e ceifando a vida de 518 de seus 1.259 tripulantes.


A devastação vista na Rua Ordynacka, em Varsóvia, na Polônia, em 6 de março de 1940. A carcaça de um cavalo apodrece entre os escombros. Varsóvia esteve sob bombardeio  constante durante a invasão. Em apenas um dia: 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram feitas por aviões alemães contra a capital polonesa, despejando mais de 550 toneladas  de bombas explosivas e incendiárias sobre a cidade.


Tropas alemãs marchando para  Bromberg (o nome alemão para a cidade polonesa de Bydgoszcz) encontram  centenas de cidadãos alemães mortos por franco-atiradores poloneses, em 8 de setembro de 1939.


Um  trem blindado polonês é capturado pela 14ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler, perto de  Blonie, durante a invasão da Polônia, em setembro de 1939.


Soldados alemães feitos prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados em seu  cativeiro em Varsóvia, em 2 de Outubro de 1939.


Um menino polonês  retorna ao que era a sua casa  durante uma pausa nos ataques aéreos alemães em Varsóvia, Polônia, em setembro de 1939. Os ataques alemães duraram até Varsóvia render-se em 28 de setembro. Uma semana depois, o último foco de resistência polonesa capitulou perto de Lublin, dando o controle total da Polônia para a Alemanha e para a União Soviética.


Adolf Hitler saúda as tropas da Wehrmacht alemã enquanto elas desfilam em Varsóvia, Polônia, em 05 de outubro de 1939, após a invasão alemã. Atrás de Hitler estão, da esquerda para a direita: o coronel-general Walther von Brauchitsch, o tenente-general Friedrich von Cochenhausen, o coronel-general Gerd von Rundstedt e o coronel-general Wilhelm Keitel.


No início de 1939, o Exército Imperial e a Marinha japonesa continuaram avançando sobre a  China e a Mongólia. Aqui, soldados japoneses são vistos na praia, após o desembarque em Swatow (Shantou), um dos portos do Sul da China ainda sob controle chinês na época, em 10 de Julho de 1939. Depois de um breve combate com os defensores chineses, os japoneses entraram na cidade sem encontrar maior resistência.


Na fronteira da Mongólia, tanques japoneses avançam através das vastas planícies da estepe mongol-manchu, em 21 de julho de 1939. As tropas de Manchukuo foram reforçadas pelos japoneses quando a guerra de fronteira com as forças soviéticas inflamou-se de repente no setor. 


Uma unidade  japonesa avança cautelosamente, passando por dois blindados soviéticos abandonados,  ao longo da fronteira da Mongólia, em julho de 1939.  


No outono de 1939, após o ataque alemão na Polônia, a União Soviética  exigiu que a Finlândia concordasse em mover a fronteira em 25 km para além de Leningrado, que nesta altura estava apenas a 32 quilômetros. Também exigiu que a Finlândia emprestasse a Península de Hanko à União Soviética por 30 anos, para a criação de uma base naval. Em troca, a União Soviética oferecia uma grande parte da Carélia (duas vezes tão grande, mas menos desenvolvida). Porém, o governo finlandês recusou-se a ceder às exigências soviéticas, então,  a URSS invadiu a Finlândia. 450.000 soldados soviéticos cruzaram a fronteira, iniciando uma brutal batalha no gelo que seria chamada de  Guerra de Inverno. Nesta imagem, um membro do destacamento anti-aéreo finlandês, vestindo seu uniforme de camuflagem branca, manuseia uma câmera telemétrica, em 28 de dezembro de 1939, durante um ataque aéreo russo.


A casa queima furiosamente, depois de ter sido atingida por  bombas soviéticas durante um ataque aéreo em Turku, cidade portuária no sudoeste da Finlândia, em 27 de dezembro de 1939. 


Em um bosque congelado, na frente de batalha "em algum lugar na Finlândia," soldados finlandeses  correm  para se abrigar de um ataque aéreo soviético, em 19 de janeiro de 1940.


Soldados finlandeses, membros de um dos batalhões de esqui que lutaram contra a invasão das tropas russas, marcham com suas renas, em 28 de março de 1940 ( esta foto mostra evidências de ter sido retocada, provavelmente, no esforço para aumentar a nitidez e contraste). 


Despojos de guerra - tanques e caminhões soviéticos -  ao longo da estrada em uma floresta coberta de neve, em 17 de Janeiro de 1940.


Um voluntário sueco, "em algum lugar no norte da Finlândia," se protege do frio ártico com uma máscara sobre seu rosto, em 20 de fevereiro de 1940, quando em serviço contra os invasores russos.


O inverno de 1939-1940 na Finlândia foi extremamente rigoroso. Em janeiro, as temperaturas caíram abaixo de -40º em alguns lugares. O congelamento era uma ameaça constante; cadáveres de soldados mortos em batalha congelavam, muitas vezes em estranhas poses. Esta foto de 31 de janeiro de 1940, mostra um soldado russo morto e congelado, com o rosto, as mãos e roupas cobertas de neve. Após 105 dias de combates, finlandeses e russos assinaram um tratado de paz: a Finlândia manteve sua soberania, contudo, teve que ceder onze por cento  do seu território para os soviéticos.


O  couraçado alemão Admiral Graf Spee, em chamas, ao largo de Montevidéu, Uruguai, em 19 de dezembro de 1939. Após afundar nove navios mercantes, o Graf Spee resolveu tentar uma última investida, próximo à bacia do rio da Prata, mas, em vez de navios mercantes, deparou-se com três cruzadores britânicos. Após um combate confuso, em que o Graf Spee foi danificado, o comandante Hans Langsdorff ordenou que o navio buscasse refúgio no porto de Montevidéu, no Uruguai. Na capital uruguaia, Langsdorff foi intimado pelo governo local a deixar o porto, porém, os três navios ingleses aguardavam o Graf Spee para um combate final. Em inferioridade numérica, com o navio danificado e com ordens de Adolf Hitler de não o deixar ser capturado pelos ingleses, Langsdorff desembarcou sua tripulação e fez com que o couraçado fosse pelos ares, afundando-o completamente.


Aviões  de caça americanos,  Curtiss P-40 Warhawk, sendo fabricados, provavelmente em Buffalo, Nova York, 1939.


Com as  forças alemãs  concentradas  na Polônia, a ansiedade crescia na Frente Ocidental,  tropas francesas reforçadas por soldados britânicos aguardavam o inimigo  ao longo da fronteira com a Alemanha. Aqui, soldados franceses fazem pose para a foto, na França, em 18 de dezembro de 1939.


Milhares de parisienses reunidos na  Basílica do Sagrado Coração, na colina de Montmartre, para assistir a um serviço religioso e rezar pela paz. França, em 27 de agosto de 1939. 


Membros  do exército francês testam um dispositivo localizador acústico, em 4 de janeiro de 1940. O aparelho era um, dos muitos projetos experimentais, construídos para captar o som de motores de aeronaves distantes e dar a sua distância e localização. A introdução e adoção da tecnologia de radar, tornaram  estes dispositivos obsoletos rapidamente.


Um grupo de correspondentes de guerra na Frente Ocidental, no topo de uma das grandes fortalezas em algum lugar da Linha Maginot, na França, em 19 de outubro de 1939, com um guia do exército francês apontando-lhes a "terra de ninguém",  que separava os franceses e as tropas alemãs.


Tropas britânicas embarcam no trem para a primeira etapa da  viagem, cujo destino  é a Frente Ocidental, em algum lugar na Inglaterra, em 20 de setembro de 1939.


A Ponte de Westminster e o Parlamento inglês, envoltos em trevas após um grande blecaute começar, em 11 de agosto de 1939. Este apagão foi a primeira providência realizada pelo Ministério do Interior da Inglaterra em preparação para possíveis ataques aéreos alemães.


Esta cena passou-se em Holborn Town Hall, em Londres, na Inglaterra. Funcionários do governo e mães testavam as reações dos bebês a um respirador projetado para protegê-los contra  gases venenosos, em 3 de março de 1939. Vários bebês, todos com idade inferior a dois anos, foram equipados com os "capacetes de bebê." 


Adolf Hitler consulta um mapa de levantamento geográfico com sua equipe, incluindo Heinrich Himmler (esquerda) e Martin Bormann (à direita), em um local secreto em 1939.


Sexta-feira, 30 outubro de 2008, um homem olha para a fotografia de Johann Georg Elser, em um monumento em Freiburg, na Alemanha. Elser, um cidadão alemão, tentou assassinar Adolf Hitler com uma bomba,  na cervejaria "Buergerbraukeller", em Munique, em 8 de novembro de 1939. Hitler terminou seu discurso inicial, escapando da explosão cronometrada por apenas 13 minutos. Oito pessoas morreram, 63 ficaram feridas, Elser foi capturado e preso. Pouco antes do fim da II Guerra Mundial, ele foi executado no campo de concentração nazista em Dachau.

A história da Segunda Guerra em Fotos,  será uma série  de 20 postagens com mais de 800 fotografias distribuídas em  temas seguindo a cronologia do conflito. Se você gosta de história, em particular da história da Segunda Guerra Mundial, aconselho  que assine a nossa Newsletter ou curta nossa página no Facebook, para  não perder nenhum episódio. O próximo terá como tema: As Invasões do Eixo e a Queda da França. Não perca!

A invasão da Polônia e a Guerra de Inverno A invasão da Polônia e a Guerra de Inverno Reviewed by Bento Santiago on maio 07, 2013 Rating: 5
Tecnologia do Blogger.

Chamadas de ganso

canada goose victoria
Canada Goose Arctic Program
canada goose naisten takki
canadá ganso usa
Канадская гусиная авиационная шляпа

Ditados Populares

Alguns ditados que podem contribuir para melhorar rapidamente o seu entendimento da língua portuguesa.

À beça

No Rio imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante.

A carne é fraca

Essa expressão retirada da bíblia representa a dificuldade de se resistir a certas tentações.

A dar com pau

O substantivo “pau” figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

A vaca foi para o brejo

Quando a seca é mais violenta, os animais começam a procurar os brejos, regiões que permanecem alagadas por mais tempo. É sinal de que a situação piorou.

Abotoar o paletó

Falecer. Morrer. O mesmo que bater as botas.

Abraço de tamanduá

O tamanduá, quando percebe algum perigo, se deita de barriga para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga. Daí, ser o”abraço de tamanduá” qualquer atitude falsa, deslealdade, traição.

Abrir o coração

Desabafar. Declarar-se sinceramente.

Acabar em pizza

Quando uma situação não resolvida acaba encerrada. Em casos de corrupção quando ninguém é punido.

Acertar na mosca

Acertar precisamente. No alvo.

Acordo leonino

Significado: Um “acordo leonino” é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem. Uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.

Afogar o ganso

No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima.

Água Mole em Pedra Dura, Tanto Bate até que Fura

Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como “A arte de amar “e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.

Água que passarinho não bebe

Pinga, bebida alcóolica.

Aliança de casamento na mão esquerda

Os gregos acreditavam que o 3º dedo da mão esquerda possuía uma veia que se ligava diretamente ao coração.

Amarrar o burro

Ficar em descanso, na folga.

Amigo da Onça

Falso amigo, amigo interesseiro ou traidor.

Amor Platônico

Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender o motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele propõe a existência de dois mundos: Um chamado mundo sensível, aquele que você percebe com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que você só pode perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor perfeito só existe na mente das pessoas, mas o amor real (que se toca, se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só na imaginação, vive um Amor Platônico.

Andar à toa

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Apressado come cru

Afobamento, precipitação.

Armado até os dentes

Exageradamente armado, preparado para uma situação difícil.

Arroz de festa

Assim são chamadas aquelas pessoas que não perdem uma festa por nada, tendo ou não sido convidadas pra mesma. A origem dessa expressão talvez advenha do costume de se jogar arroz em recém casados. Mas o mais provável é que ela tenha surgido devido a uma antiga tradição portuguesa. Nas festas e comemorações das tradicionais famílias portuguesas nunca faltava uma sobremesa feita com arroz, leite, açúcar e algumas especiarias (arroz doce) e que era conhecida, na época, como “arroz de festa”.

Arrumar sarna para se coçar

Procurar por problemas.

Baderna

Uma bailarina de nome Marietta Baderna fazia muito sucesso no Teatro Alla Scalla, de Milão. Ao apresentar-se no Brasil, em 1851, causou frisson entre seus fãs, logo apelidados de “os badernas”. O sobrenome da artista, de comportamento liberal demais para os padrões da época, deu origem ao termo que significa confusão, bagunça.

Baixar a bola

Acalmar-se, ser mais comedido.

Bater as botas

Morrer, falecer.

Bode expiatório

A expressão significa que alguém recebeu a culpa de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da tradição judaica. Simbolicamente, o povo depositava todos os seus pecados num bode, que era levado até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.

Botar o carro na frente dos bois

Pular ou queimar etapas de forma inapropriada, geralmente atrapalhando o andamento ou resolução de uma situação.

Briga de cachorro grande

Embate entre forças as quais se julga superiores.

Caiu no conto do vigário

Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.

Calcanhar de Aquiles

De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu Filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.

Cara de pau

Descarado, sem-vergonha.

Carioca

O termo carioca é oriundo da família lingüística tupi-guarani (kari ‘ oca) e significa etimologicamente “casa de branco”: cari: branca; oca: casa. O termo carioca é também o gentílico dos habitantes ou naturais do município do Rio de Janeiro.

Casa da Mãe Joana

Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

Chegar de Mãos Abanando

Há muito tempo, aqui no Brasil, era comum exigir que os imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem suas próprias ferramentas. Caso viessem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada.

Chorar as pitangas

Pitangas são frutinhas vermelhas cultivadas e apreciadas em todo o país, principalmente nas regiões norte e nordeste. A palavra pitanga deriva de pyrang, que em tupi guarani significa vermelho. Sendo assim a provável relação da fruta com o pranto vem do fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se chora muito.

Chorar sobre o leite derramado

Lamentar-se por algo que não tem solução ou volta.

Chutar o pau da barraca

Quem inventou esta história de “chutar o pau da barraca” foi o Conde D’Eu, genro de Dom Pedro II, quando assumiu a caça a Solano Lopes, depois de já terminada a guerra do paraguai. O conde gostava de acordar cedo para suas investidas e, quando fazia e ainda havia soldados dormindo, ele saía “chutando os paus das barracas”, derrubando todas, para acordá-los.
Criar uma grande confusão, inesperadamente

Comer o pão que o diabo amassou

Significa passar por uma situação difícil, um sofrimento. Imagino que a origem dessa expressão venha do fato de que deve ser, realmente, indigesto engolir um pão amassado (amassar é o mesmo que fazer a massa) pelo capeta. Além da procedência, nada confiável, do produto (se vem do coisa ruim, boa coisa não pode ser) tem grandes chances desse pão vir queimado, já que foi assado no fogo do inferno.

Da Pá Virada

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.

Dar com a língua nos dentes

Contar um segredo, falar.

Dar com os Burros N’Água

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

Dar uma banana

É das poucas expressões que são acompanhadas por um gesto. Aliás, neste caso, o mais provável é que o gesto tenha inspirado a expressão, já que ele existe em vários países como Portugal, Espanha, Itália e Brasil. Em todos esses lugares o gesto significa a mesma coisa: um desabafo ou uma ofensa.

Defender com unhas e dentes

Do latim “inguibus et rostre”(com unhas e bico). Provavelmente a expressão vem de briga de galo, já constante na Roma antiga. Mas pode vir também de briga entre mulheres. Defender com todas as forças, não fraquejar de nenhuma maneira.

Deu zebra

Não há zebra no Jogo do Bicho. “Dar zebra” é acontecer uma coisa impossível, que não estava prevista.

Disputar a negra

Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo é usado até hoje em “peladas” e “rachas” de futebol.

Dor de Cotovelo

A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela posição, as pessoas ficavam com dores no cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.

Dourar a Pílula

Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

Eles que são Brancos que se Entendam

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de Dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, Dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, Dom Luís se explicou: nós somos brancos, cá nos entendemos.

Encher lingüiça

Enrolar, preencher espaço com embromação.

Engolir sapos

Fazer algo contrariado; ser alvo de insultos, injustiças, contrariedades sem reagir, revidar, acumulando ressentimento.

Entrar pelo cano

Se dar mal, ficar encrencado. Complicar-se.

Erro Crasso

Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de “Erro Crasso”.

Espírito de Porco

Nos tempos colonias os escravos faziam todo tipo de trabalho, do mais leve ao mais pesado. Um, em especial, causava terror: negavam-se a abater porcos. Achavam que os espíritos suínos lhes atormentariam à noite. A expressão passou a designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente.

Estar com a corda no pescoço

Estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros.

Estar com a pulga atrás da orelha

Ficar desconfiado.

Estômago de Avestruz

Define aquele que come de tudo. O estômago do avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.

Farinha do mesmo saco

“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

Fazer boca de siri

Manter segredo sobre algum assunto.

Fazer nas Coxas

A origem vem da época dos escravos, que usavam as próprias coxas para moldar o barro usado na fabricação das telhas. Como as medidas eram diferentes, as telhas saíam também em formatos desiguais. E o telhado, “feito nas coxas”, acabava torto.

Fazer tempestade em copo d’água

Transformar banalidade em tragédia.

Fazer um negócio da China

Aproveitar uma grande oportunidade.

Ficar a Ver Navios

Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

Fila indiana

Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente. Fila de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.

Gatos-pingados

Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância. Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão “gatos pingados” passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.

Guardar a Sete Chaves

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí, começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.

Hora de a onça beber água

O animal costuma fazer isso ao anoitecer, e, segundo a tradição indígena, esse é o melhor momento para abatê-lo.

Jurar de Pés Juntos

– Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

Lágrimas de crocodilo

Os animais que vivem em água salgada, como focas e crocodilos, ajudam a eliminar o excesso de sal do corpo vertendo água salgada pelos olhos, pressionando o céu da boca com a língua. Ele chora enquanto devora suas vítimas.

Levar o calote

Calote é o diminutivo de calo. No séc. XVIII, era comum, nas feiras, o comprador abocanhar a oferta (calote) e ir embora sem comprar o produto oferecido. Daí “levar o calote” significa vender alguma coisa e não receber o pagamento.

Lua-de-mel

Há mais de 4 mil anos, os habitantes da Babilônia comemoravam a lua-de-mel durante o primeiro mês de casamento. Nesse período, o pai da noiva precisava fornecer ao genro uma bebida alcoólica feita da fermentação do mel. Como eles contavam a passagem do tempo por meio de um calendário lunar, as comemorações ficaram conhecidas como lua-de-mel.

Memória de Elefante

O elefante lembra de tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atrações do circo. Diz-se que as pessoas que se recordam de tudo tem memória de elefante.

Meter o rabo entre as pernas

Submeter-se. Acovardar-se.

Meter os pés pelas mãos

Agir desajeitadamente ou com pressa. Confundir-se no raciocínio.

Molhar o biscoito

Transar.

Motorista Barbeiro

– Nossa, que cara mais barbeiro!
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba mas, também, tiravam dentes, cortavam calos, etc… E por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XX, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.

Não dar ponto sem nó

Tem o sentido de fazer alguma coisa sempre pensando em tirar proveito pessoal, fazer algo com segunda intenção.

Não Entendo Patavinas

Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.

No tempo do Onça

No início do Século 18, o Rio de Janeiro era governado por Luiz Vahia Monteiro, conhecido como “o Onça”. Ele tinha este apelido por ser extremamente severo e exigente. Durante o período em que governou o Rio, ele cumpria rigorosamente a lei e exigia que todos a cumprissem também. Os saudosos do governador Vahia Monteiro, ao assistirem o desleixo com que a cidade era administrada, viviam suspirando pelos cantos e dizendo: “Ah, no tempo do Onça que era bom!”. Por conta disto, a expressão “no tempo do Onça” passou a significar coisa antiga, algo de tempos passados.

O Canto do Cisne

Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A
expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.

O “Lanterninha”

A expressão lanterna ou “lanterninha”, significando o último colocado num campeonato esportivo, particularmente de futebol, teria se originado no antigo (e extinto) jornal de esportes “Gazeta Esportiva”, de São Paulo. Naqueles velhos tempos, as matérias abordando o Campeonato Paulista costumavam ser ilustradas pela caricatura de um trem, onde o líder do campeonato era a locomotiva (geralmente o Palmeiras), o 2º colocado o tênder, o 3º colocado o primeiro vagão, e assim por diante. O desenho mostrava, pendurado atrás do último vagão da composição, uma lanterna. E, por essa razão, o último colocado no campeonato era descrito sempre assim: “e o lanterninha do campeonato, é o time tal” (freqüentemente o Jabaquara…).

Há quem assevere , contudo, que o termo de gíria já existia antes disso, pois havia já no século XVIII, por razões de segurança, a obrigatoriedade de todos os veículos – de barcos fluviais a carruagens – carregarem uma lanterna vermelha acesa na sua traseira, para trafegar à noite. A lanterna “de popa” era, pois, a última coisa que vinha…

O mar não está para peixe

Omar II, imperador turco na primeira metade do século XVIII, era muito feroz e detestava peixe. Ficava irritado quando conquistava uma cidade e lhe ofereciam peixe de boas-vindas. Então, tinha sempre um soldado que ia na frente, avisando: “Omar não está para peixe”, cuidado. A situação não está boa. Cuidado.

O Pior Cego é o que não Quer Ver

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

O Pulo do Gato

O gato faz sete movimentos corporais e preventivos até chegar ao chão. Quando toca o solo o faz tão suave como se tivesse um amortecedor de impactos nos pés. Ele protege a cabeça, gira o rabo, posiciona as patas, alinha o corpo e arqueia a coluna.

OK

A expressão inglesa “OK” (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.

Olhos de Lince

Ter olhos de lince significa enxergar longe, uma vez que esses bichos têm a visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.

Onde Judas perdeu as botas

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca alguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. No fim do mundo.

Pagar o pato

A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado, sendo assim passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem obter um benefício em troca. Significa fazer o papel de tolo, pagando por aquilo que não deve.

Para inglês ver

Em 1830, pressionado pela Inglaterra, o Brasil começou a aprovar leis contra o tráfico de escravos. Mas todos sabiam que elas não seriam cumpridas. Falava-se, então, que as leis eram apenas para inglês ver.

Para o santo

O hábito sertanejo de, antes de beber, derramar uma parte do cálice, tem raízes no rito hebraico milenar de reservar, na festa de Pessach (Páscoa), um copo de vinho para o profeta Elias (representando o Messias que virá, anunciado pelo Profeta Elias).

Pensando na Morte da Bezerra

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebráicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

Pentear macacos

Ir chatear outra pessoa.

Pessoa Maquiavélica

Nicolau Maquiavel foi um autor do século XV. Entre suas obras, encontra-se um livro chamado “O Príncipe”, uma espécie de manual de como um governante pode controlar o povo. A principal característica do livro era “O fim justifica os meios”; ou seja, se seu objetivo é bom, não há problema em fazer coisas más para concretizá-lo. Matar pode ser errado, mas matar um assassino com o objetivo de salvar várias outras vidas, seria justificável. Maquiavel gera duas expressões: “Pessoa Maquiavélica”, que significa “sem escrúpulos”, e “plano maquiavélico”, que significa “aquele que não falha nunca”.

Pode tirar o cavalinho da chuva

Os visitantes das fazendas, mesmo quando estava chuvendo, atrelavam seus cavalos à cerca. O fazendeiro, se quisesse que o visitante demorasse, dava ordem para que ele “tirasse o cavalo da chuva”. Era um convite para ficar.

Pôr a mesa

Durante a Idade Média, as grandes casas e os palácios não tinham uma sala de jantar porque a tradição era a de que os senhores comiam onde estavam. Na hora da refeição, o pessoal que trabalhava nas cozinhas colocava cavaletes com estrados por cima, ao que se chamavam mesas. Não havia talheres, a não ser a faca que cada um trazia sempre consigo. Comia-se quase tudo à mão. Para chamar os senhores para a refeição, os criados diziam aos seus amos que “…as mesas estão postas.”

Pôr os pontos nos ís

Esclarecer a situação detalhadamente.

Procurar chifre em cabeça de cavalo

Procurar problemas onde não existem.

Procurar uma agulha num palheiro

Tentar algo impossível.

Prometer mundos e fundos

Fazer promessas infundadas ou exageradas.

Puxa-saco

A bajulação, na gíria do Brasil colonial chamava-se “engrossamento”. Depois, na República Velha, passou a ser “chaleirismo” ou “chaleiramento”. O termo parece ter vindo dos aduladores do senador gaúcho Pinheiro Machado, figura política mais influente da sua época, que disputavam a tapa o privilégio de carregar-lhe a chaleira, e repor a água do seu chimarrão.

Só a partir dos anos 30 do século XX, foi que se popularizou o termo “puxa-saco”. O humorista Nestor de Holanda, que escreveu um tratado sobre o assunto (“O Puxa-saquismo ao alcance de todos”), afirma que a origem do termo não é tão escabrosa como pode parecer à primeira vista. Segundo ele, a expressão vem dos tempos em que era moda o casaco folgado, solto, não cintado, conhecido como paletó-saco. Os homens importantes adotaram a moda. Seus bajuladores viviam atrás deles, como que a puxar a ponta do paletó saco.

De qualquer forma, a expressão deu origem a um ditado de extrema sabedoria: “O saco do chefe é o corrimão do sucesso”.

Quebrar o galho

Significa dar um jeito pra resolver um problema ou uma situação complicada.

Queimar as pestanas

Expressão ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a “queimar as pestanas”.

Quem não tem cão, caça com gato

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia “quem não tem cão caça como gato”, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

Querer tapar o sol com a peneira

Significa querer esconder o que todos estão vendo.

Rasgar Seda

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

Receber um balde de água fria

Inverter o entusiasmo em desilusão.

Riscar do mapa

Fazer desaparecer.

Sair o tiro pela culatra

Significa que a intenção de prejudicar alguém volta-se contra o próprio autor. Pensando em enganar os outros e, no fim, o único prejudicado foi ele mesmo. O tiro saiu pela culatra.

Santo do Pau Oco

Durante o século XVII, as esculturas de santos que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes.

Segurar a vela

Estar sozinho com um casal.

Sem Eira Nem Beira

Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

Sem pés nem cabeça

Sem lógica. Sem sentido. Fora da realidade.

Será o Benedito?!

A interjeição, muito popular no Brasil em certa época, exprimindo grande admiração por algo, teria se originado da indicação por Getúlio Vargas, do político relativamente desconhecido na ocasião, Bendito Valadares, para o governo de Minas Gerais em 1933. Como havia muitos nomes na disputa pelo governo mineiro, Getúlio escolheu Benedito para não desagradar nenhum dos favoritos e seus apoiadores. Com a indicação, a população começou a se questionar, surgindo então a famosa frase:

– Será o Benedito?!

Spam

A utilização do termo “spam” para designar mensagem não solicitada decorre de um spot humorístico do grupo inglês Monty Python, que mostrava em um restaurante uma garçonete tentanto fazer, a todo custo, uma cliente comprar uma refeição a base de “spam”. O produto “spam”, deriva do nome de um produto da empresa Hormel Foods a base de carne suína enlatada – Hormel Spice Ham. Um concurso feito pela empresa o rebatizou de “Spam”, este alimento, muito barato, foi muito consumido pelos aposentados norte-americanos nas épocas de recessão, o que justifica, de outra parte, a ojeriza de muitos consumidores a este produto.

Ter ouvidos de tísico

As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar (tísica) tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão “ter ouvidos de tísico”. Significado: Ouvir muito bem.

Tirar a barriga da miséria

Tirar a barriga da miséria quer dizer aproveitar com muito prazer alguma coisa de que até então carecia.

Tirar água do joelho

Urinar.

Tirar o Cavalo da Chuva

– Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

Tomar chá de sumiço

Tem o sentido de desaparecer de um lugar que se costumava freqüentar, sem dar notícia. Sumiu do mapa. Evaporou-se.

Trocar alhos por bogalhos

Confundir fatos ou histórias.

Trocar seis por meia dúzia

Trocar uma coisa por outra que não vai fazer a menor diferença.

Vá se queixar ao bispo

No Brasil do séc. XVII, ter filhos era muito importante. Precisando mostrar ao homem que era fértil, a mulher engravidava antes do casamento. A regra era aprovada pela própria Igreja desde que depois o casamento se consumasse. Muitas vezes, o noivo ia embora e a mulher grávida ia reclamar ao bispo, que mandava alguém atrás do fujão.

Vai Tomar Banho

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

Vestir a carapuça

Carapuça é uma espécie de barrete ou capuz de forma cônica e remonta ao período da Inquisição, em que os condenados eram obrigados a vestir trajes ridículos ao comparecer aos julgamentos. Além de usar uma túnica com o formato de um poncho, eles precisavam colocar sobre a cabeça um chapéu longo e ponteagudo, conhecido como carapuça. Daí a expressão “vestir a carapuça” ter se incorporado ao português escrito e falado com o sentido de “assumir a culpa”.

Virar casacas

Mudar de idéias facilmente. Traidor.

Voto de Minerva

Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

Brava Training
  • Home
  • Contato
  • Clientes
  • Cases
  • Blog
  • Trabalhe Conosco
  • Convênios
Cursos de Idiomas
  • Cursos Regulares
  • Cursos Online
  • Curso de Imersão
  • Cursos Preparatórios
  • Aulas individuais
  • Cursos com foco específico
  • Blended Learning
Consultoria de Empresas
  • Cross Cultural Training
  • Teste de Proficiência Linguística
  • Idiomas
Facebook
View on Facebook


O que é Pata de ganso?

Fonte: epainassist.com

Fonte: epainassist.com

É praticante de exercícios físicos e já ouviu falar em “pata de ganso” e não sabe do que se trata?

Confira abaixo nossa matéria sobre o tema e compartilhe com os amigos.

A inserção combinada dos tendões dos músculos sartório, grácil e semitendinoso, a cerca de 5 cm distalmente da porção medial da articulação do joelho, forma uma estrutura que se assemelha à membrana natatória do ganso, razão pela qual os anatomistas a denominaram de “pata de ganso”, ou, do latim, pes anserinus.

Tais músculos são primariamente flexores do joelho e têm uma influência secundária na rotação interna da tíbia, protegendo o joelho contra rotação e também contra um estresse valgismo (NEMEGYEI et al., 2004). A bursa anserina, também chamada de bursa intertendinosa, é uma das 13 bursas ao redor do joelho e está localizada logo abaixo do pes anserinus (Figuras 1 e 2). Ela geralmente não se comunica com a articulação do joelho.

figura 1 pata de ganso

figura 2 pata de ganso

Referência: Nemegyei A, Jose MD, ; Canoso, J J. MD†Evidence-Based Soft Tissue Rheumatology: III: Trochanteric Bursitis. J. Clin. Rheumatology, 10:205-6, 2004.  

Como pegar objetos leves e pesados do chão sem agredir sua coluna [VÍDEO]

Ler a matéria

Inscrições abertas para o 2° Simpósio Online de Preparação Física no Futebol, confira

Ler a matéria

7 trabalhos científicos sobre Rugby para ler ou baixar, veja

Ler a matéria